O Ano Novo Astrológico

Por Helena Avelar e Luís Ribeiro

A característica mais evidente do mapa do Ingresso Vernal de 2005 é a sua angularidade.

Podemos considerá-la uma dádiva de duas faces, pois se por um lado indica muito dinamismo, por outro põe em destaque os dois planetas tradicionalmente considerados maléficos – Marte e Saturno. Contudo, os problemas sugeridos por esta configuração são amenizados pela também forte angularidade dos Luminares, ambos dignificados, e pela notória proeminência de Vénus, exaltada no MC.A Lua, em especial, assume particular destaque por ser regente do Ascendente deste mapa.

No geral, podemos esperar para esta primeiro trimestre (Março-Junho) uma série de acontecimentos marcantes e bastante “movimento”. Estas são, aliás, características que se repetem nos ingressos seguintes, pelo que podemos contar com 12 meses bastante animados…

As condições do ano

A presença de Saturno no Ascendente implica frio e secura, bem como debilidade e dificuldades em geral. No entanto, o posicionamento da Lua, dignificada em Caranguejo, também na primeira casa promete alguma prosperidade e minimiza os danos. Este tom positivo é ainda reforçado pelos trígonos que a Lua forma com Vénus e com o Sol (ambos exaltados no MC). A Lua forma ainda uma oposição a Marte na Casa VII, o que implica discórdias e confrontos.

Apesar disso, é de esperar que estes confrontos não sejam muito danosos, pois Marte está no signo da sua exaltação (tornando-se por isso menos destrutivo) e a oposição é harmonizada por Vénus e pelo Sol, dois planetas muito dignificados. Apesar disso, é natural que esta configuração origine alguma tensão relativa à política externa e às relações com outros países.

A Casa X neste mapa sugere um Governo e um líder com uma imagem favorável, no qual a população deposita muitas esperanças. A conjunção Vénus-Sol (ambos exaltados, como já referimos) simbolizam esta situação.
É interessante notar que José Sócrates, actual primeiro-ministro tem o planeta Vénus, regente do ASC, dignificada em Balança no seu horóscopo.

No que diz respeito à situação de seca que tem vindo a assolar o país, parece haver uma ténue melhoria.
A configuração Saturno-Mercúrio sugere pouca produção agrícola, situação que é ainda agravada pela presença na Casa IV do signo de Virgem e do Nodo Sul – dois indicadores de esterilidade.
No entanto, a situação não deverá atingir proporções catastróficas, devido à presença mitigadora de Júpiter também na IV e pela proeminência da Lua e Vénus em signos férteis.

Perspectivas

Na segunda metade do ano astrológico (de Setembro em diante) há uma nítida mudança na dinâmica geral do país.

O Governo pode adoptar medidas pouco populares no que diz respeito à Economia, situação que deverá ter maior impacto no terceiro segmento do ano (Setembro-Dezembro).
Por outro lado, a imagem do Governo parece particularmente debilitada nesta fase, devido possivelmente a rumores, boatos e “conspirações” que afectarão sobretudo o líder. Contudo, estes impedimentos parecem reflectir-se mis na esfera pessoal (reputação, saúde, etc.) que na esfera pública (governação).

Esta imagem do governo e seu líder deverá manter-se forte no segundo segmento do ano (Junho-Setembro) mas tenderá a diminuir nos últimos dois segmentos (nota-se uma quebra no trimestre Setembro-Dezembro e Dezembro-Março).
Também o horóscopo de José Sócrates mostra vários indicadores de diminuição da sua imagem pessoal.

O último segmento do ano astrológico (que se prolonga até Março de 2006) parece ser marcado por muita argumentação e debate, em torno de questões económicas e de liderança. São de prever muitas oscilações, embora o Governo deva manter a estabilidade.

Outros eventos

Ainda no terceiro segmento do ano (Setembro-Dezembro) ocorrerão dois eventos astrológicos particularmente marcantes e quase simultâneos: um eclipse solar visível no nosso território (que deverá atingir mais de 80% de ocultação) e o período de retrogradação de Marte.

Estes eventos, que terão particular impacto no nosso país, serão estudados detalhadamente nas próximas edições da Considerar.

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