Por uma Astrologia Viva!
a importância da observação astrológica

Por Luís Ribeiro

O Céu de Março

Este mês poderá observar no céu nocturno quatro dos cinco planetas visíveis. Logo após o pôr-do-sol podemos ver na abóbada celeste os planetas Vénus, Marte, Saturno e Júpiter.

Vénus é sem dúvida o mais esplendoroso de todos os planetas. Na sua aparição como “estrela da tarde” será o astro mais brilhante logo após o desaparecimento do Sol. A Este e um pouco mais acima de Vénus podemos observar Marte, um astro com brilho alaranjado, bem mais pequeno que Vénus. Saturno está a Este de Marte, logo acima da constelação de Orion. Distingue-se pelo seu brilho pálido e amarelado. No outro extremo da abóbada, a Oeste, encontramos Júpiter, quase tão brilhante como Vénus e com o mesmo tom prateado.

Ao longo da noite poderá acompanhar o percurso destes quatro planetas no céu.
Por altura do nascer do Sol podemos ainda observar Júpiter a desaparecer a poente.

Até 8 de Março poderá observar as sucessivas conjunções da Lua com os planetas, fenómeno que só se repetirá a partir de 20 de Março, nos dias seguintes à Lua Nova.

A importância da observação em Astrologia

É fundamental que o estudante sério de Astrologia cultive a observação directa do céu nocturno. Actualmente, com a tecnologia e as facilidades de cálculo disponíveis, torna-se muito fácil esquecer que os símbolos e gráficos que aparecem como que por magia no computador são realidades objectivas e observáveis.

Muitas vezes encontramos estudantes de vários anos (e até supostos profissionais de Astrologia…) que ficam espantados quando descobrem que afinal até é possível ver os planetas no céu!
Apesar desta situação ter o seu lado cómico, trata-se na verdade de uma falha séria, pois demonstra o nível de ignorância de muitos estudantes e praticantes de Astrologia em relação às realidades astronómicas.

Muitos são os que se desculpam com argumentos como “o que interessa é a espiritualidade da Astrologia”, “a intuição é que importa” ou mesmo “o estudo é só para auto-desenvolvimento”.
A verdade é que estudar (e praticar) Astrologia sem conhecimentos básicos de Astronomia é o mesmo que escrever livros de receitas sem nunca ter posto os pés numa cozinha.
Um “astrólogo” que nunca tenha tentado conhecer na realidade os factores que estuda passa ao lado da verdadeira dimensão da Astrologia.

É óbvio que hoje já não se pede ao estudante que possua os profundos conhecimentos matemáticos e astronómicos que antigamente eram essenciais para praticar Astrologia. Mas é sem dúvida indispensável um conhecimento coerente e estruturado da vertente astronómica da Astrologia.
Nunca é demais lembrar que é com base em cálculos astronómicos muito precisos (consolidados por milénios de observação directa) que se fazem as interpretações astrológicas.

Independentemente das componentes metafísicas e simbólicas da Astrologia, os planetas, os signos, os ascendentes e todos os outros elementos de um mapa astrológico são realidades objectivas. Ignorar isso é ignorar a essência da própria Astrologia! É conhecer algo no abstracto e não saber vivê-lo.

Aliás, “vivenciar” a Astrologia é ir para a rua observar os astros, reconhecer pelo brilho planetas e estrelas, identificar o signo que ascende, conhecer o movimento dos planetas ao longo do ano, etc.

Só com este “conhecimento de campo”, directo e objectivo, pode o estudante começar a considerar-se astrólogo.




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