LIMIARES DO CONHECIMENTO
a clonagem humana e o ciclo Júpiter - Neptuno

Por Luís Ribeiro

O ciclo Júpiter-Neptuno parece estar estreitamente relacionado com o desenvolvimento da Genética e Biotecnologia. Estudando os principais momentos do desenvolvimento deste ramo da Biologia verificamos que estes ocorrem em fases críticas deste ciclo planetário de 13 anos. Assim, as principais datas históricas da Genética surgem associadas a conjunções, quadraturas e oposições de Júpiter a Neptuno.

Podemos considerar que os fundamentos mais remotos da Genética surgem com as ideias evolucionistas do cientista Charles Darwin. A sua obra “Sobre a Origem das Espécies” é publicada em 1859 durante uma quadratura Júpiter-Neptuno. Embora este cientista não fale ainda em termos de Genética, as suas ideias sobre evolução estabeleceram toda uma linha de pensamento científico que veio mais tarde dar origem às investigações no campo da hereditariedade.
Também o trabalho de Gregor Mendel sobre a transmissão de características hereditárias em plantas é publicado em 1866 durante uma quadratura Júpiter-Neptuno. As investigações deste monge foram fundamentais na enumeração das leis genéticas. O seu trabalho, ignorado por muito tempo, é redescoberto em 1900, sob um oposição dos mesmos planetas.

As primeiras pesquisas dos ácidos nucleicos são efectuadas por Fredrich Miescher em 1869, sob uma conjunção Júpiter-Neptuno em Carneiro. Mais tarde em 1871, durante a quadratura, isola o composto (mais tarde denominado ADN).
Durante a conjunção destes planetas em Touro, em 1882, dá-se outra descoberta fundamental: os cromossomas.

Depois de uma longa sequência de investigação, a compreensão da estruturamolecular do ADN (ácido desoxirribo-nucleico) dá-se por alturas da oposição, em 1951.
A sua apresentação pública ocorre durante o trígono de Júpiter e Neptuno. Os primeiros organismos com genes humanos surgem em 1977 durante uma oposição destes planetas.

A tecnologia de identificação através do ADN surge em 1984, ano da conjunção Júpiter-Neptuno em Capricórnio. A primeira terapia genética é conseguida em 1990, na oposição seguinte. Em 1993, durante uma quadratura destes planetas, iniciam-se os estudos práticos de clonagem humana. No ano seguinte, ainda sob os efeitos da quadratura, surgem no mercado os primeiros alimentos geneticamente modificados.

Estes são apenas alguns exemplos do ciclo Júpiter-Neptuno em acção, um estudo mais detalhado revela quase sempre um aspecto entre os planetas, em momentos importantes da investigação da hereditariedade.

Porquê estes dois planetas?

A ligação de Júpiter e Neptuno a este tema é, numa primeira análise, inesperada. Uma vez que se trata de um tema tão “tecnológico” e de consequências tão sérias, seria de esperar uma combinação planetária mais “pesada” (*).

Voltando à questão: porque motivo estão Neptuno e Júpiter associados a este tema?

Júpiter é sem dúvida um planeta associado ao conhecimento e à sua expansão. Está também relacionado com a busca de sentido e de significado, algo que parece muito relevante nesta questão, pois estamos a lidar com o próprio “mecanismo” da Vida.

Neptuno é um pouco mais difícil de caracterizar em termos práticos e mundanos. Há muito que se suspeita estar de alguma forma relacionado com a Química e com os processos químicos. Esta atribuição parece ter algum significado para a questão da Genética.

A combinação dos dois planetas é bastante reveladora.
A questão da hereditariedade está intimamente relacionada com a Criação, com a origem e com o próprio significado da Vida. A manipulação deste conhecimento coloca o cientista e o técnico num papel do divino, um potencial “criador” de Vida.
Todo este tema levanta questões éticas e religiosas.
O próprio livro de Darwin (precursor desta linha de pensamento) ainda causa fortes reacções religiosas, 144 anos após a sua publicação.
Tudo isto parece bastante adequado a uma combinação Júpiter-Neptuno.

Ciclo de Júpiter e Neptuno (13 anos)

A actual questão

O anúncio de “supostos” clones humanos pelo movimento raeliano e a sua empresa Clonaid surge no contexto da actual oposição de Júpiter em Leão a Neptuno em Aquário, confirmando-se novamente o ciclo. No entanto podemos perguntar porquê a clonagem e não outro aspecto da Genética?

A resposta reside no estudo do ciclo.
A última conjunção Júpiter-Neptuno deu-se 1997 em Capricórnio. Neste ano foi apresentado à comunidade científica e ao público de uma ovelha clonada – a famosa Dolly. Deu-se assim um passo decisivo na questão da clonagem.
Na quadratura que se seguiu, em 2000, foi apresentado e publicado o Genoma Humano, a peça que faltava para o desenvolvimento da genética humana.
Em 2002, com a formação da oposição aparecem notícias de supostos clones humanos. Caso se confirme a veracidade destes relatos, entraremos num ponto de viragem extremamente importante na existência da Humanidade.

Será interessante acompanhar os desenvolvimentos que nos trarão a quadratura de 2006 e a próxima conjunção de 2009 no signo de Aquário.

(*) Um dos erros fundamentais em investigação astrológica é a tendência para relacionar determinados planetas a temas específicos, sem ter a preocupação de verificar na prática se esta atribuição tem alguma validade.


Este artigo é um resumo de um trabalho maior a publicar brevemente.



Nenhum artigo, tabela ou texto pode ser reproduzido sem autorização expressa do(s) autor(es)

© Copyright 2011, Helena Avelar e Luís Ribeiro