Panorama Astrológico para 2003

Por Luís Ribeiro

Em 2003 vamos assistir ao dissipar das grandes oposições que caracterizaram 2001 e 2002. O efeito da oposição Saturno – Plutão já é apenas residual. Esta foi a oposição associada aos atentados terroristas de 11 de Setembro e todas as suas repercussões.
Entretanto, termina em Maio de 2003 a oposição Júpiter – Neptuno, de carácter mais ligeiro, relacionada com valores, ética e ideais.

O principal tema do novo ano são os ingressos planetários. Vão mudar de signo três dos planetas mais lentos – Urano, Saturno e Júpiter.

O ingresso de Urano em Peixes é a grande novidade deste ano. O planeta da irreverência, do inesperado e da rebeldia inicia a sua travessia do signo da sensibilidade, da empatia e da ilusão.

Este posicionamento ocorreu a última vez entre 1919 – 1927, os “loucos” anos 20. Esta época foi caracterizada por uma certa animação e euforia. Notou-se um rejuvenescimento na moda e uma estética mais provocante. Este clima “efervescente” teve repercussões em todos os sectores, inclusive na área política.
Em Portugal viveu-se uma fase de inconstância política, que culminou no golpe militar de 1926.

Nesta altura, Neptuno transitava o signo de Leão (a idealização dos líderes e culto das figuras carismáticas) enquanto Plutão transitava Caranguejo (exacerbação do patriotismo e da nacionalidade).

Sublinhe-se que a configuração actual é bastante diferente.

Neptuno encontra-se em Aquário, motivando os indivíduos para uma sensibilização global, enquanto Plutão em Sagitário exacerba os ideais, as crenças e as devoções. Toda esta combinação aponta para uma motivação mais globalizante, uma orientação colectiva.
Trata-se portanto de uma tendência oposta à centragem no individual (Leão) e nas raízes (Caranguejo) dos anos 20.

Posições dos planetas lentos em 2003

Outro aspecto a assinalar em 2003 é o ingresso de Saturno em Caranguejo. Esta posição planetária parece estar associada a uma forte revisão de leis, regras e estruturas sociais e políticas.

Para Portugal a passagem de Saturno neste signo tem sido marcada pela contestação a leis e decisões políticas.
No século XX podemos referenciar a instabilidade política de 1915, as fortes contestações anti-fascismo de 1945 e a revolução democrática de 1974 – todas ligadas a épocas em que Saturno transitou Caranguejo.

No próximo ano, a revolução do 25 de Abril completa o seu primeiro ciclo de maturidade, pois Saturno retorna à mesma posição após 29 anos.
Ao mesmo tempo Júpiter transita para Virgem no final de Agosto, fazendo uma oposição à posição de Júpiter no mapa do 25 de Abril.

Estes são claros indicadores de uma revisão de ideais e expectativas políticas.

Portugal pode estar a iniciar de uma época de mudança e de amadurecimento. Urano e Saturno vão transitar nos próximos anos em áreas zodiacais a que Portugal parece responder: Peixes, signo atribuído a Portugal e o primeiro segmento de Caranguejo.
Esta combinação de factores pode indicar uma época marcante para o nosso país.

Em termos internacionais, o ingresso de Saturno aparece destacado em vários dos mapas referentes à União Europeia. Saturno faz um trânsito ao Meio-do-Céu e ao Sol da EU indicando uma forte reestruturação de objectivos e de governo.

O mapa dos Estados Unidos é também activado pelo ingresso de Saturno. Este vai transitar o Júpiter e a Vénus do mapa da proclamação da independência ficando estacionário exactamente em cima do Sol dos EUA aos 13º de Caranguejo.
Esta uma forte indicação de reestruturações da identidade nacional e da imagem do presidente (Sol).
Outros mapas que merecem referência são o da Rússia e o do Reino Unido, cujos Sois vão sofrer uma oposição de Saturno. Novamente, temos indicações de reestruturações importantes.

Em termos gerais, 2003 parece ser um ano de reavaliação das estruturas de poder político. Como todas as épocas de reestruturação pode trazer desconforto e ansiedade, mas é também nestas épocas que são plantadas as sementes de um futuro melhor.

No caso de Portugal, a entrada num ciclo de maturidade pós-revolução pode ser fundamental para superar a crise de indefinição política que vivemos actualmente no nosso país.


Este breve estudo pretende apenas fazer um panorama dos principais movimentos planetários do próximo ano. Não se trata de mais um conjunto de “previsões de fim de ano”, mas de uma análise sóbria de tendências gerais.

 


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